Rostermania do CS2 em 2026: Transferências-chave e o efeito dominó do VRS

Rostermania do CS2 em 2026: Transferências-chave e o efeito dominó do VRS

Antes de tudo: a bagunça do começo de 2026 no CS2 tem menos a ver com “ganhar a offseason” e mais com sobreviver à nova economia de convites. As mudanças abaixo mostram como as equipes estão correndo atrás de resultado, protegendo “cores” no VRS e, às vezes, aceitando dor no curto prazo pra garantir acesso no longo prazo. Cola aqui e acompanha o dominó pra ver quem se armou melhor pros primeiros testes grandes de 2026.

Por que as equipes estão rebuildando agora: a era do VRS, convites e o valor do “core”

As equipes estão mexendo no elenco agora porque o Valve’s Regional Standings (VRS) mudou o que realmente importa. Não é só “consertar um LAN ruim” mais. Os convites pra muitos eventos estão bem ligados à matemática do ranking, então consistência pesa mais, e trocar roster toda hora pode prejudicar a posição do time com o tempo.

Aqui vai um jeito simples de pensar nisso:

  • Convites seguem o VRS: ranking melhor normalmente significa caminho mais fácil pra torneios maiores.
  • Consistência é recompensada: ganhar de times fortes e ficar bem colocado repetidamente vale mais do que uma fase aleatória.
  • Timing importa: as equipes mudam mais cedo pra não perder a próxima janela de convites.
  • Força do adversário conta: vitórias valem mais quando vêm contra oponentes mais fortes.
  • Valor do “core” é enorme: manter três jogadores juntos pode proteger a identidade do ranking do time, enquanto mudar coisa demais de uma vez pode jogar a equipe pra qualifiers pesados.

Pra quem joga e acompanha CS2, é por isso que algumas mudanças parecem cuidadosas e outras parecem insanas. Os times estão tentando melhorar sem perder a estabilidade de ranking que mantém a temporada nos trilhos.

100 Thieves começam do zero: device confirmado, além das adições de poiii e sirah

A 100 Thieves fechou o novo roster de CS2 com a contratação de Nicolai “device” Reedtz, depois de já ter adicionado Alex “poiii” Nyholm Sundgren, André “Ag1l” Gil e William “sirah” Kjærsgaard.
Eles também listaram Lukas “gla1ve” Rossander como head coach e mantiveram Håvard “rain” Nygaard como a outra peça veterana.

O detalhe principal é o plano: esse grupo deve começar do zero e grindar um ranking no VRS por meio de LANs abertas e torneios menores, em vez de “comprar” um core de VRS pronto.

PessoaStatus confirmado
deviceContratado, completa o roster
rainJogador veterano no roster
Ag1lContratação recente
poiiiContratação recente
sirahContratação recente
gla1veListado como coach

Esse caminho “do zero” normalmente significa agenda mais apertada, mais jogos que viram obrigação de ganhar e menos espaço pra começar devagar, porque todo resultado conta pra construir credibilidade no ranking.

O primeiro teste do device e do novo time

device chega depois de um lembrete bem duro de como o CS2 de topo pune erro rápido: a Liquid venceu a Astralis por 2-0 no StarLadder Budapest Major 2025 Stage 2, ganhando Nuke por 13-7 e Mirage por 13-9.
Roland “ultimate” Tomkowiak foi o melhor jogador com 39-20 de K-D e 1.54 de rating, enquanto o device fez 6-18 na Mirage (0.33 de K/D no mapa).

Pra quem vai acompanhar esse projeto, os primeiros meses têm que ser avaliados por spacing, trades e clareza em late round — não por clipe de highlight.

Astralis vira internacional após a saída do stavn: phzy e ryu contratados

A Astralis seguiu em frente sem Martin “stavn” Lund depois que a pausa dele terminou e ele deixou a org, e logo em seguida olhou fora da Dinamarca pra renovar o elenco.
Eles contrataram Love “phzy” Smidebrant e Gytis “ryu” Glušauskas, o que sinaliza uma virada pra um setup internacional.

  • Novas contratações: phzy e ryu entram na Astralis.
  • Por que é “internacional”: a Astralis vai usar comunicação em inglês, mantendo o core dinamarquês no lugar.
  • Como estava no VRS: no ranking global da Valve datado de 2026-01-05, a Astralis era #15 com 1,592 pontos.
  • Resumo rápido de stats: ryu aparece com 1.06 Rating 1.0, 0.72 KPR, 0.66 DPR (620 mapas); HooXi com 0.85 Rating 1.0, 0.57 KPR, 0.69 DPR (1,195 mapas).

Pra comunidade, o principal aqui é o balanço risco x recompensa. A Astralis quer subir poder de fogo sem jogar fora a estabilidade de ranking que pode decidir entre convites e grind em qualifier.

Se phzy e ryu encaixarem rápido, o time mantém a posição no VRS e aumenta o teto; se o fit for lento, os adversários punem as brechas muito antes de o ranking “perdoar”.

O efeito em cadeia do blameF: fnatic pega maden e a BIG ganha novo IGL com a volta do faveN

Quando Benjamin “blameF” Bremer saiu da fnatic, isso puxou duas mudanças rápidas. A fnatic vendeu o blameF e contratou Pavle “Maden” Bošković como substituto.
A BIG então assinou com o blameF como in-game leader e, pouco depois, trouxe Josef “faveN” Baumann de volta pra fechar o plano de roster pra 2026.

TimeO que mudouRanking mostrado no anúncio
fnaticblameF transferido; Maden contratado pra substituir#29
BIGblameF contratado como IGL; tiziaN adicionado como assistant coach; depois faveN voltou e substituiu prosus#57

Essas trocas são mais do que nomes mudando de camisa. Elas mudam quem chama mid-round, quem pega espaço primeiro e como o time faz trade em execs apertadas.

O que os jogadores de CS2 precisam notar

A BIG deixou claro que trouxe o blameF como in-game leader, substituindo Lukas “FreeZe” Hegmann nessa função.
A estreia dele na BIG era esperada na CCT Season 3 Europe Series 13 começando em January 18, enquanto a estreia do Maden na fnatic estava marcada pro BLAST Bounty S1, com a fase online começando em January 12.

No servidor, um IGL novo costuma mexer no ritmo: defaults, calls de late round e quem fica com os “trabalhos ingratos” de entrar primeiro. Na era dos convites, esses resultados iniciais batem rápido, porque um mês ruim já pode empurrar o time pra rotas de qualifier bem mais pesadas.

BC.Game fecha com o trio português da SAW e herda um core VRS global #22

A jogada da BC.Game é totalmente sobre proteger valor de ranking na era do VRS, mantendo um “core” comprovado junto. A SAW estava #22 no ranking global da Valve em January 5, 2026, com 1,438 pontos — então pegar um trio desse sistema traz “crédito competitivo” de verdade.

  • O que aconteceu: a BC.Game garantiu o trio português da SAW, mantendo três jogadores juntos em vez de começar do zero.
  • Por que isso importa pro VRS: um core de três jogadores pode carregar o perfil de resultados do time, o que ajuda em convites e seed em comparação com um rebuild total.
  • O que os números sugerem: João “story” Vieira aparece com 1.04 Rating 1.0, 0.69 KPR, 0.61 DPR em 869 mapas; Luka “emi” Vuković com 0.91 Rating 1.0 em 1,521 mapas.

Na prática, pra quem acompanha CS2, é simples: times que mantêm um trio forte costumam começar a temporada com mais estabilidade de função, protocolo e embalo no ranking. Rebuild grande pode dar certo, mas geralmente significa caminho mais duro até os resultados voltarem a empilhar.

TYLOO preenche a vaga do Attacker com Zero

A mudança da TYLOO é um lembrete de que a pressão do VRS não bate só em time europeu com calendário lotado. Continuidade de roster importa no mundo todo, e toda região sente o peso de se manter relevante conforme os convites apertam.

No quadro da Valve de January 5, 2026, a TYLOO estava #55 com 1,345 Valve points.
É uma base ok, mas não é “colchão”. Um mês ruim pode derrubar o time pra um cenário em que cada jogo de qualifier parece final.

A organização decidiu preencher o buraco adicionando Zero.
A dúvida no curto prazo é encaixe de função: substituir uma peça antiga não é só aim, é quem assume os lugares desconfortáveis no CT e quem mantém a calma quando o default é travado. A dúvida no longo prazo é mais direta e fria: quão rápido a TYLOO consegue resultados pra manter vivo o perfil no VRS.

paiN fecha o lineup de 2026 com vsm e piriajr (empréstimo)

Os retoques finais da paiN são o clássico “ganhar agora sem quebrar a estrutura”. O time estava alto o suficiente pra se importar muito com estabilidade de convites: no ranking global de January 5, 2026, a paiN era #18 com 1,525 Valve points.

A organização completou o plano de 2026 contratando Vinicius “vsm” Moreira e trazendo Guilherme “piriajr” Barbosa por empréstimo.
Empréstimos dizem muito na era do VRS. É um jeito de tapar uma função sem reescrever permanentemente a identidade do roster, e ainda permite testar sinergia sob pressão real — não só scrim e promessa.

É o tipo de mudança que parece discreta no papel e faz barulho no server. Um jogador chegando por empréstimo geralmente joga com uma urgência diferente: cada mapa vira entrevista de emprego, cada overtime vira chance de aparecer, e cada erro fica marcado.

Rastreador do impacto no VRS: como essas mudanças deixam o ranking rumo aos eventos do começo de 2026

Hoje, a forma mais “limpa” de ler a rostermania é acompanhar pontos e cores, não só nomes. O snapshot global da Valve de January 5, 2026 coloca várias dessas histórias no mesmo placar: Astralis #15 (1,589), paiN #18 (1,525), SAW #22 (1,438), TYLOO #55 (1,345) e BC.Game #92 (1,266).

Aqui vai um rastreador rápido baseado nas mudanças confirmadas e no snapshot do ranking:

TimeMudança confirmada principalContexto do snapshot do VRS / ranking
Astralisphzy + ryu adicionados#15, 1,589 Valve points (Jan 5, 2026)
100 Thievesdevice contratado; poiii + sirah já tinham chegado; gla1ve listado como coachSem world rank ativo mostrado na página do time na época
fnaticMaden entra, blameF sai (vendido)#29 na listagem da HLTV ligada ao anúncio
BIGblameF contratado; volta do faveN fecha o plano#57 na listagem da HLTV ligada ao anúncio
BC.Gametrio da SAW garantidoposição #22 da SAW no VRS (valor de core em jogo)
TYLOOZero adicionado#55, 1,345 Valve points (Jan 5, 2026)
paiNvsm contratado; piriajr por empréstimo#18, 1,525 Valve points (Jan 5, 2026)

Times do topo estão protegendo o valor dos convites, enquanto as equipes mais abaixo no ranking precisam engatar vitórias logo no começo — se não, correm o risco de cair em caminhos bem mais pesados nos qualifiers.

Como os pontos do VRS são construídos (prize money, força do adversário, head-to-head) — e por que “core retention” importa

A ideia geral é simples: times ganham “crédito” no ranking com resultados, e esses resultados são ponderados pelo contexto. Explicações públicas costumam resumir os inputs como desempenho ligado a prize money, com ajustes conectados à força do adversário e aos resultados das partidas, com recência e qualidade influenciando o peso de cada jogo.
A cobertura da HLTV sobre as atualizações da Valve reforça a mesma mensagem: o modelo existe pra combinar melhor com a realidade competitiva, então os times ligam pra onde jogam e quem eles vencem — não só pra quantidade de vitórias.

“Core retention” importa porque protege a continuidade aos olhos do sistema e, na prática, aos olhos de organizadores que usam esses standings pra convites. É por isso que a BC.Game mirando peças de uma SAW #22 é mais do que só talento, e por que a 100 Thieves aceitar “começar do zero” é uma escolha estratégica real, não só slogan.

O que observar agora: cortes de convite, caminhos de qualifier e os primeiros grandes testes em LAN pras rosters rebuildadas

O começo de 2026 vai julgar esses projetos rápido. Os checkpoints principais são bem diretos:

  • Cortes de convite: times no meio da tabela, como a TYLOO em #55, precisam de resultados imediatos pra não escorregar pra rotas de qualifier mais difíceis.
  • Primeiros testes de função: rosters novas geralmente não quebram por aim, quebram por decisão quando o default trava e alguém precisa forçar sem entregar. A linha recente do device na Mirage (6-18 vs Liquid) mostra como um mapa foge rápido quando a margem é mínima.
  • Pressão de LAN: mudanças que parecem organizadas no anúncio ficam bagunçadas sob ritmo de palco, timeouts e energia da torcida, especialmente pra times que dependem de um core “protegido” pra manter a identidade no ranking.

A rostermania de 2026 já deixou claro o enredo principal: na era do VRS, transferências não são só sobre upgrade de jogador. São sobre upgrade de acesso.

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